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Riscos aos Investidores: Entenda quais são!



Introdução


O risco se relaciona ao perigo e a incerteza do retorno, ao colocar seu dinheiro em algum tipo de investimento, seja ele ações, títulos, fundos de investimentos ou outra opção existente.


Como diria Warren Buffett: “O risco vem de não saber o que está fazendo”.


Tudo na vida tem um risco, se você escutar alguém dizer que um investimento "X" não possui riscos, tome cuidado, pois todos os investimentos possuem seus riscos e cabe ao investidor revisá-los.


Por que conhecê-los?


Ao conhecer os riscos, o investidor passa a ser um visionário, ou seja, passa a analisar quais tipos de investimentos suprem suas necessidades, fazendo sua escolha de investimento dentro do perfil em que se enquadra. Desse modo, por meio dessa escolha, se busca aumentar as chances de alcançar seus propósitos ou finalidades.


Entenda os tipos de Riscos aos Investidores


Para você entender melhor, iremos elencar os tipos de riscos que os investidores podem ou irão enfrentar no mercado financeiro. Então, vamos saber quais são e como amenizá-los?


1. Risco de Crédito:

Mais conhecido como risco de levar um calote. Ele está presente nos investimentos de Renda Fixa, mas para você que investe na Renda Variável, ou seja, em ações, pode comemorar, pois não há riscos a este tipo de investimentos!


Para amenizá-lo, é importante ficar atento à qualidade do emissor e buscar informações sobre a instituição em que está investindo. Existem empresas especializadas, como a Standard & Poor’s. Moody’s e Fitch, que realizam avaliações de riscos.


Empresas que possuem classificação AAA significam que elas têm maior capacidade de honrar com seus pagamentos e possuem riscos menores.


2. Risco de Contraparte:

É praticamente o mesmo que ocorre no risco de crédito, mas os investimentos de Renda Fixa estão de fora dele. Porém, atualmente, a Clearing House trabalha para mitigar esse risco.


· O que é Clearing House?

A Clearing House é um sistema que viabiliza a relação entre compradores e vendedores no mercado financeiro, regulamentando a compensação e a liquidação de compra e venda de ativos.


Esse sistema veio para facilitar as instituições e agências financeiras, trazendo mais segurança para as transações financeiras e as relações entre os vendedores e compradores, reduzindo o risco de contraparte.


3. Risco de Mercado:

O risco de mercado se trata do risco de o ativo sofrer alterações devido as oscilações do mercado. Quanto maiores forem as oscilações, maiores serão os riscos. Podendo ser classificado como sistemático ou não sistemático. Vamos diferenciá-los?


· Risco de Mercado – Sistemático:

Impacta a economia em geral, podendo provocar crises econômicas, políticas, guerras, etc. Ou seja, pode afetar todo o sistema, por esse motivo não pode ser diversificável.


· Risco de Mercado – Não Sistemático:

Diferente da Sistemática, que é mais abrangente, o Não Sistemático afeta apenas um tipo de investimento, um setor econômico ou uma empresa. Por afetar só um lado, a diversificação do investimento é indicada para reduzir o risco.

4. Risco de Liquidez:

Representa a dificuldade do investidor em vender um determinado ativo, como uma ação por exemplo, por um preço justo e no momento que se deseja. Isso acontece quando há mais vendedores de ações ou de ativos, do que compradores no mercado.


Para mitigá-lo, é importante que haja uma definição desses investimentos com os objetivos de curto, médio e longo prazo, além contar com uma reserva de emergência em casos de imprevistos.


5. Risco operacional:

É o risco de enfrentar problemas técnicos em sistemas com Home Broker, falhas na página do Tesouro Direto ou nos aplicativos de corretoras. Com esses problemas, os investidores têm dificuldades de acessar seus investimentos, além disso podem ser encontrados erros que podem ser prejudiciais aos investidores, ao adquirir certos ativos por cotações errôneas.


Para evitá-lo, o investidor deve passar feedbacks às instituições para melhoria do sistema, utilizar um bom servidor de internet e um bom Home Broker. Além disso, investir em cursos, treinamentos e capacitações sobre o uso de ferramentas também é de grande ajuda.


6. Risco Regulatório:

Risco do governo mudar normas a respeito de um determinado setor ou tipo de investimento, podendo modificar as taxas, mudar métodos para isenções, etc. Essa mudança na visão do mercado é positiva, pois melhora o seu funcionamento.


Para o investidor, dependendo da mudança normativa, pode ser positiva ou negativa. Porém, isso vai depender do tipo de ativo a ser investido, do retorno esperado, dentre outros requisitos esperados por ele.


Para reduzir possíveis impactos negativos, o investidor pode tomar decisões como vender o ativo, diversificar a carteira, mudar a tática de investimento ou outras opções.


7. Risco de concentração:

Se trata do risco de perder dinheiro ao se investir em um único tipo de investimento. Por isso, a diversificação é importante, pois por meio dela o risco é reduzido e, caso ocorra perda de dinheiro no investimento X, o investimento Y pode recuperar a perda ocorrida.

· O que é a Diversificação?

É uma forma estratégia de adquirir ativos de diferentes empresas e setores econômicos, ou seja, investir em diferentes opções existentes no mercado, podendo ser em diferentes instituições, corretoras, entre outras opções. A diversificação também pode ser nas aquisições de ativos de vários setores, como vemos nas opções de ações, por exemplo.


Com isso, tanto o risco de concentração, quanto o risco de mercado não sistemático, pode ser reduzido. Além disso, a diversificação pode controlar a possível perda em um investimento.


Ainda tem outros riscos importantes que não podemos deixar de lado. Então, vamos conhecê-los?


8. Risco – País:

Na verdade, é um indicador que mostra a capacidade de pagamento de um país, ou seja, serve para mostrar qual o risco de investir em um determinado país. É calculado por Bancos de Investimento e agências que classificam os riscos. É denominado como EMBI+, em inglês, “Emerging Markets Bond Index Plus”.


· Quero investir fora do Brasil, como é feito o cálculo?

A sua corretora ou seu banco de investimento faz isso para você! Para o cálculo ser feito, é considerado o nível do déficit fiscal e o crescimento econômico, ou seja, a relação entre o que foi arrecadado e que foi devido pelo país.


No cálculo, cada ponto corresponde a 0,01 ponto percentual de prêmio, sendo isso sempre acima dos rendimentos dos papéis da dívida dos Estados Unidos, por exemplo.

Quanto maior for o EMBI+, mais o governo deve oferecer uma remuneração maior pelos seus títulos.


9. Risco de Liquidação:

Risco da contraparte não pagar o investidor conforme o acordado. Nesse caso, o investidor já cumpriu sua parte e espera a outra parte, o banco de investimento, cumprir a sua, o pagando pelo investimento.


Outro exemplo seria o investidor realizar o resgate do investimento após o vencimento de um CDB investido e o banco não devolver esses recursos, que foram investidos a ele.

10. Risco Legal:

Esse risco está ligado a uma possível quebra contratual quanto ao descumprimento legal, significa que a instituição contratada está infringindo as leis.

Quem corre esse tipo de risco são pessoas que negociam com empresas que atuam de forma irregular no mercado financeiro.


Uma forma de amenizá-lo é procurar por instituições regulamentadas e renomadas, fiscalizadas por órgãos como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e como o BACEN (Banco Central).


Conclusão


A partir do tema abordado, pode-se ver o quão importante é ter o conhecimento dos riscos aqui elencados, pois, a partir disso, pode-se ter estratégias para investir, analisar se um ativo é viável ou não, se vai trazer um bom retorno e como amenizar riscos. A partir do texto, o(a) leitor(a) passará a ser mais visionário e poderá segregar seus investimentos de acordo com sua necessidade, sendo recomendável, segrega-los em curto, médio e longo prazo.


Nosso desejo é que você possa sair com as bases necessárias para poder começar a investir, caso não seja um investidor. Se você já investe, passe a ser estratégico, visionário e saiba driblar, amenizar e, se for necessário, “fugir” das dores de cabeça que podem ocorrer por falta dos conhecimentos dos riscos.


E aí, o que você achou do tema de hoje? Quer mais informações? Entre em contanto conosco por meio da nossa página no Instagram ou pelo contato em nosso site!

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Texto escrito por Amanda Magalhães

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