Buscar
  • Ábaco

O que é o Planejamento Estratégico: um passo a passo de como fazer


O que é o planejamento estratégico?


O planejamento estratégico é uma ferramenta de gestão que permite estabelecer quais são os objetivos da sua organização e quais são os passos necessários para que eles sejam atingidos.


E por que ele é importante?


Ele permite que as decisões sejam tomadas com mais agilidade, resultando no aumento da capacidade gerencial e, como consequência, o aumento de acertos. Além disso, promove a consciência coletiva da organização e permite uma análise situacional da empresa.


Como montar o planejamento estratégico da minha empresa?


A montagem do planejamento estratégico é composta por quatro passos. Reúna-se com a sua equipe e procure definir os seguintes pontos:


1º Passo: defina a visão, a missão e os valores da sua empresa


Visão, missão e valores são pontos que esclarecem a identidade da organização e as suas especificidades. Eles auxiliam no processo de criação de uma perspectiva macro da empresa, permitindo que todos os colaboradores ajam de maneira alinhada. Responda as perguntas ao formular esses pontos:


· VISÃO

A visão representa onde a empresa quer chegar em um determinado período de tempo (geralmente, em longo prazo).

- Onde queremos chegar em X anos?

- Como queremos ser vistos?


· MISSÃO

A missão define a razão de ser da empresa.

- Quem somos?

- Qual é a nossa finalidade?

- O que nos diferencia dos concorrentes?


· VALORES

Os valores são princípios que pautam a conduta dos colaboradores.

- Quais são as concepções que orienta a sua empresa na busca pelos objetivos?

- Quais ideais de atitude estão presentes na sua rotina?


2º passo: realize a análise interna e externa do ambiente


A análise ambiental consiste na identificação das variáveis externas e internas relativas à sua empresa. Para isso, recomendamos utilizar a Análise SWOT (abreviação de Strengths (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças):



PONTOS POSITIVOS:


- FORÇAS: São as vantagens que a sua empresa possui em relação aos concorrentes, como por exemplo produtos de maior sucesso, reconhecimento no mercado e razões que fidelizam a sua carteira de clientes.

- OPORTUNIDADES: São fatores externos que criam um cenário favorável e positivo para a empresa. Diminuição da taxa de juros, serviços não fornecidos pelos concorrentes e surgimento de novas tecnologias são exemplos de oportunidades.


PONTOS NEGATIVOS:


- FRAQUEZAS: São as variáveis internas que fazem o seu negócio perder vendas e aumentar custos. São exemplos recorrentes de fraquezas nas empresas a falta de um propósito concreto que guie os colaboradores e defasagem tecnológica.

- AMEAÇAS: São variáveis externas que podem prejudicar o desenvolvimento do negócio, como a diminuição de vendas e o aumento dos custos.


Para a elaboração de uma análise mais precisa, é recomendável que mais de uma pessoa esteja presente na elaboração da matriz. Convide pessoas de confiança e sinceras para participarem desse processo, não tenham preconceitos ou medos na hora de opinarem e montarem essa tabela. Empreendedores em geral possuem uma visão mais positiva do seu negócio, o que pode afetar o resultado final da análise.


3º passo: aplique as 5 forças competitivas de Porter


As 5 forças competitivas de Porter é um modelo que visa realizar a análise da concorrência. Teve origem em 1979, criado por Michael Porter, e é utilizado até os dias de hoje com o intuito de conquistar um melhor posicionamento no mercado e superar a concorrência.

Confira quais são as cinco forças competitivas:



- RIVALIDADE ENTRE OS CONCORRENTES: visa mensurar o grau de competição entre os concorrentes. Há mercados que não possuem tanta concorrência, porém, a demanda do serviço/produto é baixa. Em contrapartida, há mercados com excesso de oferta, o que obriga a redução dos preços e diminuição dos lucros.

- PODER DE BARGANHA DOS CLIENTES: é o poder de negociação dos clientes, que geralmente forçam o preço para baixo e afetam o rendimento financeiro da empresa.

- PODER DE BARGANHA DOS FORNECEDORES: assim como os clientes, os fornecedores também barganham. Um fornecedor com alto poder de negociação pode ser prejudicial à empresa, visto que isso pode aumentar os custos e diminuir a rentabilidade da organização.

- AMEAÇA DE PRODUTOS SUBSTITUTOS: novos produtos com funções semelhantes às que a sua empresa oferece são considerados ameaças, pois podem tornar as suas soluções ultrapassadas.

- AMEAÇA DE NOVOS ENTRANTES: caso o seu produto seja facilmente substituído por outro equivalente, a tendência é que novos concorrentes entrem no setor e os preços tendam a cair.


Após identificar as cinco forças que compõem essa estratégia, é aconselhável a criação de barreiras de entrada: fatores que dificultam a entrada de novos concorrentes no mercado. Dessa maneira, a organização estará mais preparada para eventuais imprevistos, diminuindo o seu risco.

São exemplos de barreiras de entrada a criação de patentes, o domínio de tecnologias de ponta e a posse de mão de obra física ou intelectual excepcionalmente bem capacitada.


4º passo: criação de um plano de ação


Seu último passo descreve como e quando colocar o planejamento estratégico em prática. Algumas dicas de como criar um plano de ação eficaz são:

- Divida os seus objetivos em etapas menores e mensuráveis (metas)

- Liste as atividades que devem ser executadas e defina prazos de entrega

- Defina quem será responsável por cada etapa do processo

- Defina indicadores para acompanhar a efetividade da estratégia


Conclusão


O planejamento estratégico é uma ferramenta indispensável, tanto para a execução de um novo projeto quanto para o bom andamento da empresa como um todo. Lembre-se de sempre estabelecer prazos e definir metas mensuráveis, passos essenciais para garantir o sucesso da sua empresa.


E aí, já fez o seu planejamento estratégico anual de 2019? Deixe nos comentários e conte para nós!

190 visualizações1 comentário