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Análise de Mercado: o que é e para quê serve?


A análise de mercado é uma das primeiras e mais importantes etapas da elaboração do plano de negócios. Em um país onde há uma alta taxa de fechamento de novas empresas, essa análise se apresenta indispensável aos empreendedores que estão se aventurando em um novo negócio.

Composta por algumas etapas, a análise auxilia na geração de dados utilizados pelo gestor para ter uma visão mais analítica do cenário.

Confira abaixo quais são as etapas da análise de mercado e como executá-las:

O Estudo dos Clientes

Os clientes são o elemento mais importante para o sucesso de um empreendimento, visto que financiam diretamente a empresa.

É fundamental conhecer bem os clientes de um determinado nicho antes de

empreender na área. Tente responder os seguintes itens para tentar descrever esse perfil:

  • Identificar as características gerais (perfil geral do consumidor);

  • Identificar os comportamentos e interesses;

  • Identificar os fatores que induzem o indivíduo a efetuar a compra;

  • Identificar onde estão esses clientes.

  • Identificar com que periodicidade a compra é feita;

Os fatores acima auxiliam o empreendedor a compreender o porquê, quando e onde o cliente realiza o ato da compra, ou seja, se há demanda ou não para o produto proposto.

O Estudo dos Concorrentes

O estudo da concorrência é um ponto indispensável para garantir a competitividade da empresa. Visto que as soluções que ainda não estão sendo oferecidas pelos concorrentes são as que representam uma maior oportunidade de criação de negócio.

O estudo da concorrência pode ser realizado da seguinte forma:

  • Visitar entidades que prestem serviços na área e identificar os pontos fortes e as fraquezas apresentadas pela entidade.

  • Analisar a qualidade do produto oferecido, o preço cobrado, a localização, as condições de pagamento e as garantias fornecidas;

Após o recolhimento dos dados, o empreendedor deve mensurar um equilíbrio entre manter os pontos fortes dos concorrentes e tentar solucionar as fraquezas demonstradas.

Vale lembrar que a concorrência não é unicamente composta pelos concorrentes diretos, mas também pelas empresas que apresentam produtos similares e que tentam desviar a atenção dos clientes.

O Estudo dos Fornecedores

Os fornecedores, diferente da concorrência, são organizações que visam o sucesso da sua empresa, visto que o sucesso o próprio sucesso deles está vinculado a isso.

O estudo dos fornecedores deve levar em consideração os seguintes fatores:

  • Preço;

  • Qualidade;

  • Condições de Pagamento;

  • Prazo Médio de Entrega.

Após a pesquisa dos fatores acima, é necessário fazer um cadastro com todos os fornecedores e as especificidades de cada um.

É recomendável que o empreendedor possua mais de um fornecedor para um mesmo produto, o que evita a dependência de um único fornecedor e o risco de desabastecimento de insumo importante para a atividade operacional da empresa.

Análise dos Riscos

A análise de riscos é uma ferramenta capaz gerar informações que preparam o gestor, de uma maneira mais precisa, a se posicionar perante situações adversas. Essas informações são utilizadas para a criação de planos de ação que serão implantados caso a empresa esteja passando por situações não favoráveis à ela.

Os principais riscos que devem ser levados em consideração são:

- Risco de Sazonalidade: fatores externos, fora do controle do gestor, que podem influenciar nos resultados do negócio. Um alto grau de sazonalidade representa um fator negativo na avaliação de um negócio;

- Risco de Controles Governamentais: em especial no Brasil, onde há uma alta carga tributária e um grande excesso de burocracia, deve ser mensurado até quanto as ações governamentais podem influenciar negativamente o seu empreendimento;

- Risco de Setor Improdutivo/Estagnado: alguns setores da economia não apresentam perspectiva de crescimento ou simplesmente não são produtivos. O empreendedor deve estar atento e evitar realizar investimentos nessas nichos menos aquecidos.

Vale lembrar que áreas extremamente aquecidas também não devem ser encaradas como uma oportunidade infalível, visto que a concorrência costuma ser elevada e a oferta já cobre a demanda dos clientes.

- Risco das Barreiras de Entrada: essa etapa visa mensurar se é viável ou não competir com as empresas já presentes no mercado. Alguns segmentos apresentam uma dificuldade considerável no empreendimento, como o investimento inicial muito elevado e a dificuldade na elaboração do escoamento logístico do produto.

Ferramentas Complementares

A análise de mercado pode ser complementada com a elaboração de um Planejamento Estratégico e por meio de algumas ferramentas de gestão:

Matriz SWOT

Após a captação de todos os dados listados acima, o empreendedor pode criar uma Matriz SWOT, que é baseada nas Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças de um objeto que está sendo analisado.

Ela permite montar de forma esquemática todos esses elementos. Isto acaba facilitando a análise das variáveis presentes no problema:

As 5 Forças de Porter

As 5 forças competitivas de Porter é um modelo que visa realizar a análise da concorrência. Teve origem em 1979, criado por Michael Porter, e é utilizado até os dias de hoje com o intuito de conquistar um melhor posicionamento no mercado e superar a concorrência.

Confira quais são as cinco forças competitivas:


RIVALIDADE ENTRE OS CONCORRENTES: visa mensurar o grau de competição entre os concorrentes. Há mercados que não possuem tanta concorrência, porém, a demanda do serviço/produto é baixa. Em contrapartida, há mercados com excesso de oferta, o que obriga a redução dos preços e diminuição dos lucros.

PODER DE BARGANHA DOS CLIENTES: é o poder de negociação dos clientes, que geralmente forçam o preço para baixo e afetam o rendimento financeiro da empresa.

PODER DE BARGANHA DOS FORNECEDORES: assim como os clientes, os fornecedores também barganham. Um fornecedor com alto poder de negociação pode ser prejudicial à empresa, visto que isso pode aumentar os custos e diminuir a rentabilidade da organização.

AMEAÇA DE PRODUTOS SUBSTITUTOS: novos produtos com funções semelhantes às que a sua empresa oferece são considerados ameaças, pois podem tornar as suas soluções ultrapassadas.

AMEAÇA DE NOVOS ENTRANTES: caso o seu produto seja facilmente substituído por outro equivalente, a tendência é que novos concorrentes entrem no setor e os preços tendam a cair.

Após identificar as cinco forças que compõem essa estratégia, é aconselhável a criação de barreiras de entrada: fatores que dificultam a entrada de novos concorrentes no mercado. Dessa maneira, a organização estará mais preparada para eventuais imprevistos, diminuindo o seu risco.

Conclusão

A análise de mercado é uma etapa fundamental que deve ser realizada antes de executar a abertura de uma empresa, pois permite visualizar se os fatores mercadológicos estão favoráveis e se é rentável realizar o investimento.

Sobrou alguma dúvida sobre a análise de mercado? Conte para a gente nos comentários!

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