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Viabilidade Econômica: a importância de um bom estudo!



Introdução


Muitas dúvidas surgem quando uma pessoa pensa em abrir um negócio ou até mesmo expandi-lo, principalmente, se ele será rentável ou terá sucesso. Como um modo de prever essa viabilidade, é necessário saber alguns passos, você sabe quais são eles?


Neste post, vamos te mostrar o principal método, o estudo de viabilidade econômica, evidenciando a importância de realizá-lo de forma correta para minimizar os riscos.


Segundo os dados do levantamento Demografia das Empresas e Empreendedorismo 2017 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil fechou mais de 316 mil empresas em quatro anos. Um dos principais motivos para isso é a falta de programação.


Sabemos que um bom planejamento é fundamental em qualquer esfera, principalmente se tratando do mundo dos negócios. Com isso, por meio de um estudo de viabilidade, é possível entender se um negócio será viável, auxiliando o gestor a atuar de maneira correta e evitando situações adversas.

O que é viabilidade econômica?


O estudo de viabilidade econômica é uma das principais ferramentas para se ter uma visão ampla do setor em que planeja se inserir, além de evitar que a empresa perca dinheiro com investimentos que não gerem o retorno esperado. Com esse diagnóstico em mãos, o gestor terá as informações necessárias para saber se seus investimentos terão retorno e bons rendimentos no futuro.


Seu objetivo é prever ou antecipar os cenários otimistas e pessimistas de um plano, tendo em vista que um mesmo negócio pode passar por esses três estágios. Um exemplo prático disso é de que, neste ano, muitas empresas passaram pelo cenário pessimista e, para algumas, acarretou até o fechamento. Por esse motivo, tem-se a necessidade de realizar a projeção com base em diversos cenários.

Por que é importante ter um estudo de viabilidade econômica?


O conjunto das informações contidas nesse documento permitirá que o gestor defina as estratégias que utilizará e desenvolva um plano viável, para que este evolua de forma segura e com projeções de crescimento.


Assim, é recomendável que você mantenha o documento sempre atualizado, acompanhando a evolução da empresa, para que se possa visualizar a qualquer momento a realidade do negócio.

O que deve conter na viabilidade econômica?


Para realizar uma viabilidade econômica, é necessário seguir algumas etapas, entre elas estão: análises de mercado, produtos e serviços da empresa, projeção de receitas, projeção de custos, investimentos necessários, análise de rentabilidade, análise de concorrência, taxa de consumo de clientes, fluxos de caixa, tendências do ramo de atuação, mão de obra necessária, payback; faturamento, entre muitas outras questões.


Etapas para a realização


São muitas etapas a serem seguidas, porém as principais são:

  1. Projeção de Receitas: também conhecida pelos nomes orçamento de vendas, planejamento de vendas, previsão de receitas ou projeção de faturamento. É por meio da projeção de receitas que a empresa inicia parte do seu planejamento financeiro, isso porque é a partir de vendas e receitas que as demais projeções se derivam. Ela é importante para conhecer bem o mercado e evitar projetar números que sejam inalcançáveis.

  2. Projeção de custos, despesas e investimentos: assim como na receita, deve ser feita uma projeção para custos, despesas e investimentos. A principal função desta é justificar a projeção de receitas. Isso quer dizer que, para que o seu projeto ganhe estrutura, você terá de fazer alguns investimentos e arcar com alguns gastos, como a compra de máquinas, o pagamento de funcionários e a compra de matéria-prima, por exemplo. Nesse tópico também é fundamental que tenha a projeção de reinvestimentos, pois conforme seu negócio expandir, serão necessários novos investimentos.

  3. Projeção de Fluxo de Caixa: o fluxo de caixa é a movimentação financeira da empresa realizada todos os dias, seja entrando ou saindo, obtendo assim, o saldo final do caixa. É confeccionado com base na estimativa de entradas e saídas de dinheiro que afetarão o caixa da empresa. Estas previsões podem ser feitas de diversas formas, mas geralmente consiste na análise de dados passados e projeções de cenários futuros.

  4. Análise de indicadores: é nessa etapa que o investidor irá descobrir se o investimento deve ou não ser realizado, pois analisando estes indicadores será possível identificar a viabilidade e a expectativa de lucros.


Entre os principais indicadores estão:

  • Valor Presente Líquido (VPL):

O VPL é uma métrica que tem como objetivo calcular o valor presente de uma sucessão de pagamentos futuros, deduzindo uma taxa de custo de capital. Esse cálculo é extremamente necessário, visto que o dinheiro que receberemos no futuro não terá o mesmo valor que o possui no tempo presente. Ele analisa todos os fluxos de caixa esperados pelo investimento, em uma mesma data, ou seja, todos os fluxos de caixa são descontados de uma Taxa Mínima de Atratividade (TMA) até a data do investimento.


Esses fluxos são então somados e de seu total é subtraído o valor do investimento. Se o resultado do cálculo do VPL for positivo, significa que o projeto tem capacidade de gerar lucros. Caso seu valor seja nulo (zero), significa que o projeto se paga ao longo dos anos, mas sem gerar lucro. E por fim, se o resultado for negativo, significa que o projeto não gera lucro e sim prejuízo.

  • Taxa Interna de Retorno (TIR):

A TIR representa a possibilidade de rentabilidade do projeto. Se trata de uma taxa percentual, que segue a periodicidade dos fluxos de caixa avaliados, ou seja, se estes forem mensais a TIR também será mensal, se forem anuais, ela será também anual.


Ao analisar esse índice, deve-se ter em mãos a taxa mínima de atratividade (TMA) do investimento, pois será necessário compará-las.


Ao se fazer a comparação, depara-se com três possíveis cenários.

  1. O primeiro deles é quando sua TIR é maior que a TMA. Neste cenário, seu projeto consegue pagar o investimento e ainda sobra capital (lucro).

  2. No cenário onde a TIR = TMA, significa que seu projeto consegue pagar o investimento sem gerar lucro.

  3. E o terceiro cenário é quando sua TIR é menor que a TMA, ou seja, seu projeto não consegue sequer pagar o investimento, gerando prejuízo.

  • Payback:

O payback trata-se do indicador que nos possibilita entender o tempo que verdadeiramente o projeto vai levar para se tornar rentável, viável e gerar retorno para o investidor. Ele pode ser calculado de duas maneiras:

  1. A primeira é por meio do payback tradicional, que não considera o valor do dinheiro investido no tempo;

  2. E o payback descontado, que faz a utilização da TMA, para fazer o desconto dos fluxos de caixa analisados, trazendo-os à mesma data do que foi investido inicialmente.


LEIA TAMBÉM: Plano de negócios: entenda o que é e como fazer o seu


Conclusão


Em virtude do que se foi mencionado, foi possível visualizar a importância do estudo de viabilidade econômica para o sucesso do empreendimento, visto que este deve ser realizado, preferivelmente, ao iniciar ou expandir o negócio. Isso, para que se obtenha os cenários, as previsões financeiras e assim, as possibilidades de crescimento.


Dadas todas essas informações, é importante ressaltar a necessidade de se fazer projeções realistas para o mercado e sempre justificadas por custos, despesas e investimentos em proporção similares.


E aí, o que você achou do tema de hoje? Quer mais informações? Entre em contato conosco por meio da nossa página no Instagram ou pelo contato em nosso site!


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Texto escrito por Maria Eduarda Ferreira